15 dezembro 2011

Olá

Agradeço sua participação e reconhecimento dos post deste blog.

À partir desta data estarei escrevendo em outro blog.... psicanalizandoavida.blogspot.com, com textos que envolvem nosso cotidiano, relacionamentos, felicidade, com uma boa "pitada" do entendimento psicanálitico, a fim de repassar a você mais ferramentas que te levem  a melhor saúde emocional.

Espero contar com você nesta nova etapa que caminho, e desejo alegrias e esperanças em 2012.

Forte Abraço

Adilson Costa
Psicanálise & Terapia

02 março 2011

Felicidade e Autoamor

Fiquei pensando se não deveria ter escrito esse post por um dos primeiros. Só me dei conta disso na noite de ontem quando conversava com uma amiga e percebi que sem o autoamor, podemos ter tudo que quisermos e imaginarmos, e mesmo assim estaremos a margem de vivenciar a felicidade.

No primeiro post nesse blog escrevi sobre a construção da felicidade em nossas vidas, e para a vivência desse sentimento precisamos de investimentos morais e éticos diários, mas principalmente, que a felicidade é um sentimento íntimo de harmonia que vivenciamos nos relacionamentos conosco e com as pessoas que nos relacionamos diretamente, e aquelas que “trombamos” nas ruas da vida.

Então, antes de querer me relacionar bem com as outras pessoas, primeiramente, de forma emergencial, preciso aprender a ter um bom relacionamento comigo, especificamente nas conversas internas. Esse é um trabalho de autoconhecimento que não podemos descartar. À medida que vou melhorando o autoamor começo a ampliar o entendimento das minhas tendências positivas e negativas. Potencializo as positivas, ao mesmo tempo em que minimizo as negativas. Isso capacita a termos a dimensão exata de como e onde estamos e aquilo que precisamos fazer para poder ser mais feliz. Os efeitos nos relacionamentos interpessoais acontecem sem qualquer esforço, além da liberdade que tal ação proporciona, deixando-nos mais tranqüilos e seguros.

A base de qualquer relacionamento sadio é o amor. Se possuir autoamor, é o amor que ofertarei aos outros. Viver é uma forma de compartilhar amor. Por isso o egoísmo, a dependência emocional, o orgulho, são contrários ao amor.

De forma simples, o autoamor é construído da autoimagem, da autoestima, da autoconfiança e da autonomia.

A autoimagem é a avaliação que fazemos de nós mesmos, do valor que nos damos. Os Deptos de Recursos Humanos das empresas usam um Sistema de Autoimagem que a pessoa faz de si mesma  para cruzar com o perfil do cargo que ela almeja ou outro que se adapte melhor ao Perfil Comportamental gerado pela sua autoimagem..

Podemos ter uma autoimagem real ou distorcida tanto para cima quanto para baixo, e variando nos diversos setores de atuação na vida, e podem mudar, conforme vamos crescendo. Ela está diretamente ligada à nossa vivência infantil, mas também nas outras fases. Vamos construindo nossa autoimagem de acordo com os “feedbacks” que recebemos, sejam verbaisl ou não – em relação ao nosso comportamento e as qualidades físicas, emocionais – daquelas pessoas que são mais importantes para nós naquela fase ou momento. Formulamos nossa imagem muito mais pelo que os outros dizem do que pela nossa própria avaliação, levando-nos a aceitação,supervalorização ou rejeição de nós mesmos.

Podemos desenvolver um complexo de inferioridade em resultado dessa interação com as outras pessoas. Por outro lado o complexo de superioridade também tem suas raízes nessa avaliação.

A busca deve ser a de aceitarmos nosso real tamanho, sem distorções, mecanismos de defesa, escamoteios, justificativas, exacerbações. Por isso a importância do autoconhecimento, a fim de divisarmos nosso real tamanho, nem mais, nem menos. Isso nos põe em consonância com nosso verdadeiro eu.

Não ficar sonhando em ser como fulano ou beltrano, por essa ou aquela característica que admiramos neles. Há muita diversidade nos caracteres das pessoas, nas suas qualidades e habilidades, e algumas parecem não terem sido feitas para nós desenvolvermos – podemos até desenvolver, mas talvez não sejamos como tal pessoa. Não me refiro aqui às qualidades morais e éticas, aos sentimentos nobres, pois esses nós podemos desenvolver e são a base da felicidade.

A questão aqui é desenvolver um valor moral chamado humildade. Ela realmente nos dá a condição de colocarmos os pés no chão e aceitarmos como "estamos", sem sonhos ilusórios e devaneios utópicos. Sem isso, vivemos dentro de uma ambivalência que nos consome, entre aquilo que verdadeiramente sou, aquilo que desejaria ser ou que os outros dizem que sou.

Nesse ponto é fundamental que desenvolvamos nosso senso crítico. A autocrítica é o filtro que possibilita ter a noção exata das nossas qualidades, defeitos, tendências, e agirmos ao nosso favor. Sem ela não há motivação em se tornar melhor, mas ansiedade, medo,inquietação interior. Não podemos ficar a mercê da avaliação de outras pessoas, isso pode ser triste demais.

Se aceite sem impor condições, sem o martírio masoquista das recriminações e autopunições, e assim vamos melhorando nossa conversa íntima. Aceite que errou, que ainda não possui tal qualidade ou comportamento. Só assim encontramos motivações para as mudanças necessárias, ao mesmo tempo em que saímos desse circuito mental negativo. Com hábitos e teorias destrutivas sobre si mesmo não dá prá ser feliz.

A autoimagem equilibrada necessita de mudanças internas, dessa avaliação mais saudável e atual – pode ser que o nosso retrato mental ainda esteja preso a fase infantil, a uma situação ou algo que alguém nos disse – sobre nós mesmos. Aprenda a se identificar consigo mesmo, não com as expectativas dos outros.

Lembre-se que quando mudo minha autoimagem, mudo toda a minha vida, pois coloco dignidade e respeito comigo mesmo e recebo em troca alegria, motivação, otimismo.

A autoimagem equilibrada potencializa a autoestima, autoconfiança e autonomia.

Pense nisso, enquanto escrevo os outros pontos para o próximo post.

Forte Abraço

Adilson Costa

22 janeiro 2011

Já tomou a sua pílula da felicidade hoje? Cuidado!!!

Apesar de conhecer esse “descaminho para ser feliz”, fiquei chocado com a matéria publicada na Folha online sobre o uso do Rivotril – “Rivs” para os íntimos da medicação. Vale à pena ler e saber da pesquisa que eles encomendaram sobre o assunto.

É um absurdo que um ansiolítico – entre outras capacidades que possui – seja um dos remédios mais vendidos no Brasil. E ele é tarja preta! Só perde para os anticoncepcionais – menos mal. E tem também os antidepressivos – conhecido como a pílula da felicidade – estão logo atrás e nesse caso não somente no Brasil, mas em todo o mundo.

Em pleno século 21, onde se valoriza e se busca o bem estar físico e mental por meio de ações como uma boa alimentação – nem que seja comendo ração – exercícios físicos, meditação, relaxamento, bons relacionamentos. Onde a OMS ressalta que a saúde deve ter como base o bem estar físico, mental, social e espiritual, ainda nos deparamos com atitudes escapistas como esta.

Claro que há casos da real necessidade na utilização de tais medicamentos, por uma deficiência química no organismo. A depressão, por exemplo, se caracteriza por uma deficiência química nos neurotransmissores, alterando as emoções e algumas capacidades mentais. O medicamento age equilibrando o organismo. Mas como estamos vendo hoje, com o uso indiscriminado, isso parece ter fugido do controle sanitário. Os antidepressivos estão sendo usados não apenas para tratar da depressão grave. A gama é maior: timidez, enxaquecas, TPM, TAG, TOC, dores crônicas, bulimias, anorexias, compulsões sexuais, regimes de emagrecimento, e por aí desanda...

Quem não conhece em seu meio, pessoas que  empregam algum medicamento com esta finalidade? Quem, em um momento de tristeza, decepção, angústia, já não foi “medicado” por um (a) amigo (a) para fazer uso dessas substâncias “milagrosas” - ou mesmo se utilizou de um qualquer –, que nos trariam o bem estar e a felicidade em horas ou dias? É muito mais prático se utilizar desses medicamentos, a ter que passar por uma psicoterapia, visando entender a crise que se movimenta; realizar mudanças morais, de valores; assumir a responsabilidade na vida. Isso, porém, demanda tempo e ações comportamentais e emocionais, e ao que parece, a maioria não se predispõe a isso. Buscar um psiquiatra e aliar a psicoterapia é um caminho seguro a ser seguido.

O uso contínuo – e indiscriminado – dessas substâncias pode trazer possíveis alterações – e profundas – na personalidade do indivíduo, tanto quanto na sua estrutura cerebral. Há quem não “consiga” viver sem seu “remedinho”. Sabe o nome que se dá a isso? Dependência química. Isso mesmo!!! A mesma que sofrem os dependentes de álcool, crack, cocaína e outros. Não há nada de diferente. Quimicamente falando, não há diferença entre ser um viciado em crack e ser viciado em falar mal da vida dos outros, por exemplo.

Creio!!!! E creio fortemente, que prá lá da maioria, as pessoas não precisariam tomar essas drogas. Não há necessidade física, mas sim, psíquica emocional, ou seja, estão passando por momentos de tristeza, pela perda física de alguém que gostam; romperam algum relacionamento amoroso, perderam o emprego; se desiludiram com algo – perceba que a vida tá “empurrando” a enxergarem outros caminhos, e elas resistem – tiveram outro tipo de decepção e passam por momentos de angústias, tristeza, onde deveriam se adaptar e seguir.

Felicidade é algo que não se compra, não se doa, e principalmente não se ingere!!!
Isso não é e nunca será felicidade. Isso é fuga!!! Falta de amorpróprio, de autoestima, de autoconfiança. A pessoa está com uma autoimagem distorcida, sem autonomia. Isso é viver dentro de uma mentira. A vida vira uma fraude!!! Com os “remedinhos”, passam-se anos de forma “passiva”, “alegre”, “calma”, onde tudo está bem “graças a Deus”. O mundo está despencando, mas ela continua ali, irretocável, inatingível e “feliz”. Ou melhor, ela esta anestesiada, alienada em suas emoções e sentimentos, enquanto o remédio é efetivo.

Por mais que fisicamente sinta-se bem enquanto anestesiada pela medicação, pois os ânimos estão alterados, vive-se em um mundo de fantasia, ilusão e limitação. Não há liberdade, realismo. Essa não é a pessoa, esse não é o mundo em que ela vive!!! Ocorre um “comodismo” que a afasta de si mesma!!! O “bem estar” ocorre, mas o problema continua ali, como um espinho a castigar a caminhada. Esquecê-lo à custa de medicação não significa solucioná-lo, transpô-lo, curá-lo.

Uma das premissas essenciais para sermos felizes é aprendermos a controlar e educar nossas emoções e sentimentos – veja post de Novembro/2009, Gerencie suas emoções – e não se obtém um resultado quantitativo e qualitativo às custas de “resoluções milagrosas” exteriores, seja com medicamentos prescritos ou não por médicos, ou à custa de drogas e álcool– eu sei que o álcool também é uma droga –, mecanismos de defesa, ou outro similar

Não fuja das suas dores emocionais, já que são elas que nos ensinam o que verdadeiramente queremos, sem as adaptações sociais e familiares. Problema existe prá ser resolvido. Só protele se achar que o momento não é o ideal, mas o resolva com o diálogo franco e aberto, sem revanchismos e transferências de responsabilidade.

Somente nós somos responsáveis por nossa vida, e a realização dos nossos sonhos. Se eles não aconteceram como desejávamos, ninguém é culpado – achou que eu iria dizer que a culpa é nossa? Dançou. Sabe... o  que somos é resultado de aprendizados exitosos e equivocados, pessoais, familiares, sociais – veja o inconsciente pessoal e coletivo de Jung. E vamos descobrindo com a maturidade, que nem sempre estávamos buscando o que era importante para nós, o que verdadeiramente nos movia internamente. E quando nos defrontamos com essa realidade, nos frustramos, pois os sonhos viraram pesadelos, a busca de anos se dilui em minutos.

Mas a vida deve seguir à partir deste momento, mesmo que seja de forma diferente da qual “todos” imaginavam. É um ponto crucial para olharmos para dentro de nós e percebermos o que realmente queríamos e ir atrás disso. É hora de revisar valores, modelos, caminhos.

Não seremos felizes se à custa de medicamentos e drogas tentarmos “concertar” o que estava “desconcertado”. É hora de olhar para si, levantar a cabeça e seguir adiante, porque a vida vai seguir, e é melhor seguir com ela. Não fique como um pneu atolado.

Os sentimentos de frustração, desânimo, tristeza, medo, angústia, fazem parte do processo, assim como os de alegria, paz, felicidade, bem estar, coragem. Prá ser feliz eu preciso conhecer minhas virtudes e imperfeições, aprendendo a se relacionar com elas junto ao meio. E essas “crises” são capazes de nos mostrar aquilo que nos vai ao íntimo, que é nosso e não do outro; onde devo amadurecer emocionalmente; qual imperfeição tenho que olhar para que ao lado nasça uma virtude; o que é velho e ultrapassado e tenho que dispensar; quais sonhos são irreais e quais são reais; quais os talentos tenho que multiplicar...

Cada ser tem uma condição psicológica e emocional diferente. Uns se saem bem, enquanto outros precisam de ajuda. Se precisar de ajuda, busque!!! Não queira bancar o “forte” como fulano ou beltrana. Se aceite. Se tiver que “descabelar”, “descabele”, chute o balde – mas não o fure, certo – apenas não desloque para ninguém. E acredite que a solução às vezes leva algum tempo, não é imediata. Precisamos elaborar as problemáticas existenciais.

Vai ao psiquiatra para usar remédios. Tudo bem. Mas não se esquive da psicoterapia. Ela te ajudará nessa observação interior e no processo de retorno a você mesmo.

Revisão de valores e conceitos, psicoterapia, psiquiatra, amigos. A redefinição de objetivos e metas na vida deve ser buscada, pois foi somente por isso que a crise aconteceu. Não mascare a sua vida, não se iluda. Assuma a dificuldade e busque ajuda. Se perceber que errou e der para concertar, melhor ainda. Se não der, peça desculpas e não repita a falha em situações futuras. Se aceite como um ser falível e capaz de de superar esse movimento interior.

Ser diferente, agir e reagir diferente do outro não tem nada de diferente. Isso é ser igual!! Se alguém consegue rir em momentos difíceis e assim se superar, é o jeito dela. Como você lida com a situação??? Como pode lidar melhor??? Não finja que está tudo bem quando há uma erupção dentro de você. Controle-se a ponto de não ferir ou deixar marcas profundas em alguém quando for/tiver que se defender, e busque a solução, por mais que hoje seja bem dolorido e envolva outras pessoas que não entenderão a situação – só entendemos uma situação quando estamos mergulhados e vivenciando ela. O tempo sempre está a nosso favor.

Ainda não estamos acima do bem e do mal – na verdade estamos bem abaixo. Não sejamos aquilo que ainda não podemos. Sejamos nós. Por mais que isso desagrade um ou outro. Somos assim hoje para amanhã sermos melhores. Usando somente esses remédios não seremos melhores, muito menos nós mesmos!!!

Prá sermos felizes precisamos nos identificar conosco mesmos, aceitando como ainda estamos, sem as “máscaras” exteriores que nos ajudam a nos tornarmos “melhores” para os outros. Temos que controlar nosso humor por nós mesmos, de preferência, sem aditivos.

Ninguém tem a obrigação de ser feliz todos os dias, pois isso não existe!!! Aliás, essa "fórmula" é cruel!!! É uma utopia de uma sociedade materialista que “vende de tudo” para lucrar em cima da fragilidade humana. Temos a obrigação em sermos melhores, e para isso temos a vida inteira pela frente. É assim que a felicidade interna se amplia.

Quer ser feliz??? Não desloque, não transfira, não projete. Não entre em “competição” de felicidade. Apenas viva e aprenda com ela. Seja hoje, melhor do que ontem... e espere amanhã uma nova dificuldade para poder ser... cada dia mais feliz, pois estará indo ao encontro da sua essência!!!

Pense nisso!!!

Forte Abraço e até o próximo post!!!

09 janeiro 2011

Ser feliz no relacionamento amoroso

Vivi esse domingo de ócio. Bom demais!!! Aproveitei prá colocar as vírgulas, interrogações, exclamações e os pontos finais em algumas situações. Básico!!!


É claro que fiz boas coisas!!! A mais significativa foi ter uma conversa com uma amiga sobre relacionamento conjugal. Na realidade o tema correu para outro lado. Mas, minha consciência pesou, e cá estou aqui escrevendo um post que já devia tê-lo feito há muito tempo atrás!!! Fiquei a me perguntar por que o protelei. Bom, deixa prá lá. Esse problema é meu!!! Mas adorei a inspiração que ela me deu!!! 

Tá bom. Eu sei que viver um relacionamento feliz a dois, soa mais como filme de terror do que uma sinfonia - apesar de todos buscarem o seu príncipe ou princesa encantada. Nada!!! Há sobreviventes nesse meio, e são eles que nos ensinam!!!

Sabe aquele ditado popular que diz assim: “Quer ser feliz por um mês, case-se”. É verdade!!! Se por acaso usarmos um dos ingredientes abaixo, este estará fadado ao fracasso.

Não vou me aprofundar nessa questão, mas o maior problema para a durabilidade – entenda aqui a fidelidade, cumplicidade, responsabilidade, companheirismo, tolerância, carinho, amor – de um relacionamento navega no entendimento do por que você começou um relacionamento amoroso. Dependendo das motivações, a falência é quase garantida. Se não for a falência, alguém vai ser infeliz, vai sofrer frustrações e até um processo de despersonalização.

Se você se une a alguém prá tentar levantar sua autoestima; por dinheiro, sexo; beleza física; pela pressão familiar; fugir da pressão familiar; medo da solidão; achar uma companhia; estabilidade financeira; porta retrato familiar. Desculpa aí, mas só um milagre lhe fará feliz – eu não acredito em milagres. Alguém vai sair lesado emocionalmente. Pode ser você ou a outra pessoa.

Toda e qualquer união que nos envolvemos com alguém passa necessariamente por um amadurecimento emocional. Se entrou em uma relação por uns dos itens acima, corre prá ser feliz!!!  Ainda dá tempo!!!

Perceba que as situações acima sugerem uma resolução imediatista de problemas pessoais, emocionais, psicológicos que nós deveríamos resolver, sem necessariamente envolvermos outra pessoa. Até porque o “x” da questão seria saber porque a outra pessoa se relacionou conosco? É quase certeza que  foi - não foi - pelos mesmos motivos que nos moveram.

Mas vamos lá ao interesse do post.

Nas uniões afetivas mais bem sucedidas, vamos ver cônjuges que demonstram carinho e afeto pelo outro durante o dia a dia. Há romantismo – aquele mesmo que fazíamos durante o namoro. Há trocas de olhares, tem prazer pelo convívio, gratidão no sorriso. Há investimento emocional contínuo. Entende porque nas situações que citei acima fica mais difícil ter a naturalidade de expressar emoções e sentimentos?

O casal faz plano juntos! Planos futuros. Pessoais, familiares, materiais e sociais. Afinal eles pretendem passar “uma vida” ao lado do outro, e não desfrutar dessa ou daquela regalia que a união venha a lhe ofertar.

E em quaisquer planos que se façam juntos há os desafios do percurso, as dificuldades, os dissabores, as mudanças de rota. É nessas ocasiões que eles partilham e comungam juntos os “perrengues”, porque é um objetivo mútuo a ser atingido. Há interesse de ambos em superar os desafios e com isso um sempre sustenta o outro. Tem coisa melhor que um ombro amigo quase a gente começa a pensar que fracassou?

É assim que quando não se atinge plenamente o objetivo almejado pelo casal, eles dividem o fracasso e multiplicam as esperanças – acho lindo isso, “gut”, “gut”, “gut”!!! Percebem que em um processo natural não se pode ganhar todas. Mas não desistem, mudam as estratégias e partem para uma nova busca, ou a mesma de forma diferente – caminhar com alguém que tem os mesmos objetivos que o nosso é sempre muito mais fácil de trilhar  caminho. Avalie qualquer equipe vencedora e verá que todos têm plena consciência das dificuldades. E o que os levanta, quando os percalços naturais ocorrem, é sempre o ombro do outro.

Aprender a ter interesse pelos sentimentos do companheiro (a) fortalece a relação de forma grandiosa. Sabe aquela baboseira que todos reclamam em ouvir o dia do outro? Isso é mágico dentro de um relacionamento. Porque qualquer dificuldade que uma pessoa passa há sentimentos envolvidos. Não é só falar de como foi o dia, mas desabafar os sentimentos e emoções que o envolvem. Isso alivia. Facilita a percepção de outros caminhos e posturas que não víamos. Qual é a base dos psicólogos  e psicanalistas senão ouvir o desabar do outro e ajudá-lo a organizar as idéias e mostrar caminhos? Por isso um recado aos homens que lêem esse post. Ouçam suas mulheres. Nem que escutem por um ouvido e soltem pelo outro – brincadeirinha!!

Durante o futebol não adianta conversar com o homem que vai arrumar briga. Entenda que temos que perceber e sentir o outro. Escolher um momento adequado para a conversa. Isso é respeitar o outro. assim também devem fazer os homens quando as mulheres estão ao telefone. 

Os casais felizes nos ensinam que deve haver zelo, preocupação, cuidado, carinho. Sem isso o relacionamento se esvai. Claro que aqui me esquivo da dependência imatura e egóica que só destrói.

E quando vencem uma etapa? Comemoram o sucesso. Brindes e champagne coroam a vitória. Isso fortalece, motiva, estreita ainda mais os laços afetivos. Nessa hora há um aumento da cumplicidade do casal.

Algo que a maioria dos casais reclamam é sobre a rotina. Desculpa mas não iremos nos livrar dela! Trabalho, casa, filhos, contas a pagar e poucas a receber, trânsito, são processos naturais. O problema não é a rotina, mas não ter sonhos maiores que ela para perseguir. É não estar em paz consigo. É não investir amor naquilo que se quer produzir.

Devemos sempre incorporar novos elementos na rotina. Presentes surpresas fora da época de presentear; fugidinha pra lembrar o namoro; romance; confidências à luz da lua, passeios, elogios fora de hora. Há que ter um investimento emocional. Cuidar da aparência como fazíamos no namoro. Deixar bilhetinhos, recados na secretária eletrônica.

Importante também a questão da individualidade. Estamos juntos. Ótimo!!! Mas mesmo assim há buscas pessoais, desejos e realizações que eu devo fazer e o outro talvez na esteja junto – se gostarem da mesma coisa melhor ainda. É fantasiosa a idéia de encontrar a outro metade. Somos todos inteiros. Ao nos unirmos a alguém somamos, multiplicamos, mas temos a nossa parcela da individual. Pode se um hobby, uma atividade física, sair com os amigos, um trabalho voluntário, coisas do tipo. Porém, lembre-se sempre do respeito e da fidelidade. Não existe felicidade se ela não estiver assentada em valores morais e éticos, de respeito a si a ao próximo. Isso em todos os setores da vida. Quando a pessoa voltar ela estará mais fortalecida, reabastecida emocionalmente e com saudades – uma surpresa vai bem nesse momento. Vejo muito as pessoas se casarem e, de repente, se livram dos amigos. Saiba que os amigos são um ponto fundamental para a nossa felicidade. Quando se casar, aumente-os, ao invés de diminuí-los.

Lembrei de mais uma!!! Aprenda a se comunicar. Ninguém tem bola de cristal para saber o que se passa na sua cabeça. Seja claro (a) e objetivo (a). não dá prá adivinhar o que o outro pensa – por mais que as mulheres insistam em fazer isso. Não use meias palavras ou palavras dúbias. Deixe claro a sua posição, idéias e desejos. Para se defender não use as palavras para ferir ou magoar. Você irá se arrepender um dia, cedo ou tarde!

Aprenda a dialogar e perceber se estiver equivocado. E quando estiver, aprenda a pedir desculpas – só não deixe virar costume. E não se faça de vítima, pois isso se chama imaturidade, coisa de "criança" mimada. Casais que não dialogam racionalmente tendem a se separar mais facilmente. E também não “engula sapos”. Aprenda a se expressar. Não guarde mágoas e ressentimentos. Cerca de 43% das mulheres sofrem de anorgasmia – falta de orgasmo – e muito disso se deve a postura de se calar e engolir tudo. É difícil se relacionar bem com quem temos mágoa, medo, ressentimentos. Se livre disso, com equilíbrio e ponderação.

Ser feliz no relacionamento é simples, basta não cobrar aquilo que não temos para dar; é ter compaixão; respeito; crescer em valores e propósitos nobres. É se envolver emocionalmente e investir nessa relação. É olhar e perceber outro, fazer a ele (a) o que gostaríamos que nos fizessem!!! Assim solidificamos a relação!!

Ah!!!  É claro!!! Amor muito amor prá dar!!!

Ops!!! Esqueci!!! Sou divorciado!!!

Pense nisso!!!

Até o próximo post!!!

Forte Abraço!!!

04 janeiro 2011

Sentiu-se pressionado? Encare e resolva!

Vivemos em uma sociedade cheia de cobranças. São metas a cumprir no trabalho profissional, senão o chefe cobra cada vez mais e olha com aquela cara que vai nos demitir; em casa tenho que ser excelente pai, mãe, dar conta de todos os afazeres; tenho que ser um ótimo (ou o melhor) aluno, até porque “tenho que ser alguém” nessa vida; exímio amante, senão desperta a concorrência. A todo o momento são pressões e cobranças para todos os lados. Tenho que ser competente em tudo!

Relaxe e encare. É assim que também aprendemos a sermos mais felizes.  Sabemos que aquela felicidade plena e contínua é utópica, fantasiosa. E sabemos também que ser feliz é estar engajado na sua missão existencial, é um estado de espírito que se consolidada mais profundamente conforme vamos desenvolvendo nossas virtudes. Quanto mais virtudes e valores nobres, aliado a ideais altruístas, mais conseguiremos “sossegar” frente as pressões da vida.

Há momentos em que temos a impressão que tudo vai sucumbir frente às enormes pressões que se acumulam. Ainda bem! Isso fará despertar em nós – essa é a finalidade – as qualidades e virtudes que não estávamos enxergando, para adquirirmos mais experiências e sabermos resolver melhor as situações à frente. É assim que nos capacitamos, nos enchemos de recursos internos para suportar e resolver problemas mais complexos, e em contrapartida, as virtudes e qualidades, ora adormecidas ou esquecidas, ressurgem e se potencializam.

As pesquisas sobre felicidade mostram que as pessoas que sentem essa “felicidade interior”, subjetiva, possuem maior resignação, pois compreendem essa dinâmica da vida. Elas conseguem nos momentos de forte pressão, serem mais criativas, intuitivas e são as que mais se saem bem, pois usam a sua capacidade de resolver problemas: a inteligência – e nesse caso muito mais a inteligência emocional. Se elas tem medo? Claro que sim. O medo é uma emoção natural, boa, não podemos deixá-la se transformar em pavor, desespero. Daí a casa cai e sucumbimos.

Pode perguntar para qualquer piloto de avião se eles têm medo de acontecer algum problema durante um vôo, e eles afirmarão que sim – ainda mais com esse volume de aviões que despencam do céu. O que eles fazem é não deixar que aquilo se transforme em pavor – já imaginou o que seria no meio de um vôo você ver o piloto tendo um “piti”, um have a cow? . 

Quando sentimos pavor ou desespero, perdemos o controle da situação. Os grandes esportistas fazem a mesma coisa nos momentos de forte pressão, em que “não podem” errar, quando se exige que eles dêem o melhor deles.

Em ambos os casos eles tem confiança, acreditam em si, se prepararam para aquilo, sabem que são capazes, se enchem de resilência, de determinação, de fé. Não permitem que o medo se transforme em pavor. Se mantém alegres – pois assim é mais fácil deixar a criatividade fluir – são otimistas no pensar. Deixam de pensar nos erros que cometeram e pensam no acerto, na solução do problema, visualizam o resultado final positivo. Compreendem que essa dinâmica que vivem faz parte do processo, que não podem fugir disso. É como o ditado popular que diz que “quem está na chuva é para se molhar”.

A atitude em encarar a pressão torna-nos pessoas mais energéticas e sociáveis. Quando deixamos de buscar o constante aprimoramento, tanto pessoal, quanto profissional ou familiar, a vida sempre dá um jeitinho de não nos deixar acomodar, cair na zona de conforto. Quanto mais as situações de desafios e pressões ocorrem em nossa vida, e conforme vamos entendendo esse processo interior de resignificação, mais vamos ampliando a nossa confiança e nos sentindo ainda mais felizes, já que estamos no comando das nossas emoções, somos capazes de gerenciá-la com eficiência e responsabilidade, sem grandes alterações de humor, sem chutar o balde ou ter um "piti".

Isso nos torna mais felizes porque aumenta a capacidade de perseguir nossos objetivos, de sermos seres humanos melhores. Automaticamente passamos a gostar mais de nós mesmos, melhorando nossa autoestima e potenciais internos. Melhoramos nossos relacionamentos porque passamos a ver que são eles que nos ajudam a ser pessoas melhores pelas situações que nos criam para resolver.

Então se sentiu-se pressionado Encare e resolva, pois essa é uma atitude de uma pessoa feliz!

Pense nisso!!!

Feliz 2011!!!

Forte Abraço e até o próximo post!!!