05 maio 2010

Otimismo para ser feliz!!!!!!!!!

Tempos difíceis esses. Quanta insegurança. Competição desleal no trabalho. Desemprego. Fome. Crianças sendo maltratadas. Abuso sexual. Violência banal. Seqüestros relâmpagos. Guerras eminentes. Ataques terroristas. Até a natureza resolveu se vingar! Chuvas torrenciais. Vulcões. Terremotos. Quanta calamidade nesse mundo meu Pai!!! Abuso de poder. Corrupção. Onde estão os honestos???
Tempos difíceis esses!!! Medo do nada, medo do tudo e um medo do meio. Que esperar? Como ter fé? Como ser otimista? Há uma face de insegurança estampada nos olhos de todos. Cadê os direitos humanos? Do consumidor? Das crianças? Dos velhos? Dos jovens? Do cidadão? Cadê o meu direito de ser feliz???
Tempos difíceis esses!!!
Será mesmo, ou é uma questão de visão e entendimento da vida?
Fico com a segunda hipótese e sugiro que você faça o mesmo se quiser ser feliz hoje! Já! Agora!
Sendo a felicidade um ponto de vista subjetivo, um estado de espírito, uma vivência interior, não há como sermos felizes se continuarmos com a preguiça mental de vermos o mal em tudo. Digo preguiça mental porque é mais cômodo. Quando assim pensamos, estacionamos em uma zona de conforto e deslocamos o sentimento de infelicidade – que pode ser também de frustração, insatisfação – para os outros. Estamos novamente transferindo a responsabilidade da nossa felicidade para alguém – aí você escolhe quem.
Quando era pequeno, era comum chamarmos os mais velhos de “ranzinzas!, “rabugentos”, devido ao grande mau humor, pessimismo e negativismo que pronunciavam as conversas com eles. Só reclamavam das doenças da idade, do preço do remédio, do governo, da família, que o mundo estava “virado”, e por aí ia a prosa.
Porém, tenho conhecido muitos “jovens velhos” – e os vejo aumentar a cada dia. De cinco palavras emitidas em uma frase, três são negativas – estou sendo otimista. Haja companhia prá aturar a criatura. Certa vez estava em um barzinho com amigos, e chegou um rapaz, moço bonito, cerca de 24 anos, bem vestido. Ele se enturmou na conversa e comecei a perceber que qualquer assunto que nós falávamos ele só observava o lado negativo. Só ouvi dele reclamações. Falamos de trabalho, amigos, do tempo, futebol, economia, política, e nada! Era só negatividade!!! Até um momento que começamos a falar de mulheres – nas conversas entre homens, às vezes nós falamos das mulheres. Pensei com meus cadarços – é que a essa altura eu estava virando avestruz – agora ele vai falar algo positivo. Bingo!!! Não falou. Ou melhor, falou o do cardápio. Não agüentei mais cinco minutos, pois corria o risco de ser contaminado por ele. Fui embora!
E cada dia vejo mais jovens “emocionalmente velhos”, com uma carga de negativismo, de pessimismo, com uma visão restrita e degenerativa em relação ao futuro, e isso me assusta. Coitado de quem é “obrigado” a conviver com eles!
Para sermos felizes precisamos aprender a retirar o caldo de harmonia das situações conflitantes, e por vezes difíceis que vivemos. Precisamos remanejar nossos neurônios.
Pode dizer que é piegas, que é mais um chavão ou até falta de visão racional da vida. Mas precisamos ter um olhar “divino” sobre a vida e suas agruras. Para tanto, necessitamos colocar aquela colher de sopa bem cheia de gratidão – vai ter que ler o post sobre gratidão. Somente assim começamos a quebrar essa ótica deturpada e vitimista de ver o mal em tudo!
É comum ver as pessoas por dias, semanas, meses – e outras por anos – reclamando de algo que aconteceu ou a infelicidade que sentem. Mas o mais interessante é que enquanto elas reclamam o tempo não para, a vida continua seu caminhar – e elas vão abrindo mais as cicatrizes no coração. O dia e a noite continuam, as estações do ano estampam sua chegada e partida, o relógio segue seu ritmo apressado. Ou seja, a vida não pára para ouvir as suas “supostas” lamúrias e flagelos. A vida pede ação e atitude, não estagnação! Enquanto ela vê o fato como uma catástrofe, outros vêem como oportunidades, seja para lapidar sua força interior, seja para criar o “desconhecido” na situação adversa.
Parecem carros queimando a embreagem sem sair do lugar, são pneus atolados, enquanto os outros vão passando, e a passos largos. E sabe o pior? Eu conto! Depois ficam criticando, invejando (será que essa palavra existe?) aqueles que tiveram uma ótica diferente da dela e viram no conflito-problema uma oportunidade. Praguejam contra Deus e contra todos, dizem-se sem sorte na vida.
Em algum lugar e em alguma época da vida – de forma igual ou semelhante – alguém já passou pelas mesmas dificuldades que se estamos enfrentando. Então, a busquemos, pois tudo na vida tem uma solução – que às vezes, e quase sempre, não é aquela que o nosso ego deseja. Sempre há uma solução prá tudo. Quebre o orgulho amplie a humildade, tenha gratidão e busque ajuda!
Já viu uma mulher em frente ao espelho? Já observou quantos elogios ela oferece ao seu corpo? Ela vê “pelo em ovo”!!! Se não está contente com o seu corpo, faça alguma coisa para mudar! Regime, atividade física, descanso. Ficar em frente ao espelho reclamando dos “pneuzinhos”, não vai ajudar em nada, só irá piorar a autoestima. E a propósito, até hoje eu não consigo entender como uma mulher consegue achar defeitos em seu corpo onde não tem – aceito sugestões nos comentários.
E o tempo vai passando e talvez um dia a pessoa perceba que num esforço incomum, descomunal, ela conseguiu ignorar, negligenciar os aspectos mais importantes da sua vida, aquilo que verdadeiramente fazia sentido existencial.
Ser otimista não significa sair por aí rindo a toa, em um estado de alegria continuada – até porque uma pessoa que assim se faz está na verdade “mascarando” grandes problemas. Estar alegre, estar triste faz parte da gangorra da vida. A questão é como encaramos quando estamos embaixo. São nesses momentos – se quisermos – que descobrimos nossos potenciais latentes, nossa força interior, nossa fé e esperança para sermos felizes. É nessa hora que reavaliamos nossa postura e valores, encontrando o caminho para a felicidade.
Tenho ontem e hoje – e são muitas mesmo – buscado saber mais sobre os paraplégicos, os deficientes físicos, principalmente os para-olímpicos e aqueles que, com alguma pequena ou grande deficiência fizeram da sua dor e debilidade um trampolim para uma vida mais feliz. Já imaginou se eles fossem pessimistas? Se ficassem presos ao passado, reclamando que o destino foi injusto com eles? Então, pense sobre isso. Nós podemos aprender muito com a vida dos outros.
Em uma visão otimista dos primeiros parágrafos, aprendamos a reestruturar nossos “caminhos neuronais”!
Tempos bons esses!!! Essa tal insegurança está me fazendo viver a vida menos “robótico”, menos alienado sobre as coisas que acontecem ao meu redor. Diminuindo o pensar egoisticamente no “venha a mim o meu reino e seja feita a minha vontade”. Estou mais responsável pela vida do outro – até estou fazendo trabalho voluntário; consigo andar na rua e ver aquelas “pessoas invisíveis” que só via no Natal. Estou mais esperto, mais atento ao que acontece a minha volta, mas sem a “neura” da desconfiança ou do medo, apenas me concentrando nos detalhes – os outros. Vejo que não estou sozinho e prá eu ser feliz preciso aprender a fazer os outros felizes também – qualquer outro.
Com a competição no trabalho aprendi a ter mais foco, a parar de puxar o saco, deixei de me encostar e trabalho mais – sempre tem quem reclame, é normal, às vezes por medo, incapacidade, baixaestima, insegurança, ou até por que a pessoa tem o fígado estragado ou os nervos doentes. Estou investindo na minha carreira que se não der nessa empresa poderá ser em outra, há muitas oportunidades de trabalho, novas profissões surgindo, e sei que estou capacitado.
Com as crianças maltratadas, abusadas, tenho me esforçado em dar mais atenção, amor e carinho aos meus filhos e aos filhos dos outros também. Há pais omissos e negligentes e sei que não posso culpá-los, pois possivelmente eles tenham tido uma infância escassa de amor e atenção, com pais severos e despreparados. Então, estou trabalhando voluntariamente nessa área, pois sei que posso contribuir para isso!Estou otimista!
Com a “vingança da natureza”, comecei a cuidar da natureza dentro de casa, no escritório e na rua. Separo tudo que é reciclável, não jogo lixo na rua – nem bituca de cigarro. Aprendi que a “fúria” da natureza tem ocorrido porque eu ajudei a destruí-la e ela só quer se reequilibrar. Continuo buscando conscientizar os que me rodeiam que precisamos ser mais educados socialmente, se continuarmos assim, os bueiros vão continuar a se encher e vai inundar tudo; precisamos plantar árvores para ajudar a diminuir a erosão e quem sabe o efeito estufa. Aprendi que tenho que fazer a minha parte e quando as catástrofes acontecerem não vai adiantar ficar xingando com quem não faz a sua, tenho que ajudá-las e conscientizá-las.
Quanto à corrupção, primeiro deixei de me corromper por um elogio, um presente, uma chantagem; parei de cortar filas, de buscar aquele amigo do banco e deixar as minhas contas com ele. Estou me esquivando do “jeitinho brasileiro” de levar vantagem em tudo, pois creio que não difere da corrupção que vejo noticiar diariamente. Desisti dessa história de fazer o mínimo buscando o máximo, de acreditar que se eu estiver me dando bem está tudo certo.
Parei de ter medo! Agora tenho fé! Acredito mais no ser humano – e em mim mesmo também – Tenho fé em Deus, mas tranco o meu carro e não o deixo em um lugar esmo. Os meus bons pensamentos, aliados a prática do bem têm auxiliado bastante! Estou mais esperto, sem ficar desconfiando de tudo e todos.
Fiz uma pesquisa e descobri que por mais que reclamemos dos direitos do consumidor, do cidadão, das crianças, dos idosos, ao longo do tempo eles melhoraram mais de 100%. Fiquei ainda mais otimista! Não sou o único a cuidar da natureza, há varias entidades, ONG’s que também se mobilizam para cuidar e defender ela daqueles que ainda não perceberam essa realidade em si mesma.
Descobri que a maioria daqueles que chamamos criminosos não são maus, são doentes. Isso eles são doentes!!! Pode ir pesquisar! Então, a humanidade não e tão “má” quanto eu supunha. Precisamos ajudar a encontrar o remédio a eles, seja físico ou psicológico. Eles podem ser ajudados, se transformar e viver bem socialmente. Mas aqui sempre fico a perguntar: será que a doença deles é fruto de uma má educação, familiar, religiosa, política ou social? E sempre chego a conclusão que sim. E então fico feliz porque sei que o melhor remédio para ajudar alguém é a educação, ou a reeducação. Não há outro caminho!
A vida se desencadeia por um conglomerado de ações e pensamentos. Estamos todos interconectados. Que possamos pensar e servir no bem, pois um mundo mais justo, mais fraterno e de felicidade é possível sim!!! Mas estas ações não podem ser egoístas, aliás, o pessimismo, o negativismo, vem de ações egoístas.
Que não sejamos somente otimistas no pensar, mas principalmente, tenhamos ações e atitudes otimistas, e assim, jamais ficaremos satisfeitos com o estado das coisas, e procuraremos sempre mudá-las para melhor, não para si, mas para todos!!!
Pense nisso!!!
Forte Abraço e até o próximo post!!!!!!