02 novembro 2010

Reflita sobre a morte para ser feliz!!!

Nada mais oportuno do que na comemoração do Dia de Finados, escrever sobre um ponto muito importante para a nossa felicidade. Muitos possivelmente achem mórbido o tema, que ele não combina com felicidade, mas se enganam!!! Lembrar que a morte existe e que não sabemos “em que esquina ela vai nos beijar”, “e com que rosto ela virá” (música: canto para minha morte,de Raul Seixas) deve fazer parte da nossa planilha para sermos felizes.
É interessante observar que apesar de estarmos cansados de saber que a morte é um determinante imutável na vida de toda e qualquer pessoa; que desde que nascemos estamos envelhecendo, caminhando para morrer; que chega levando nossos vizinhos, também levará aqueles que amamos, ainda assim, nos esquivamos de falar e pensar sobre ela.
Se quiser ser feliz tanto quanto possa sê-lo, reflita sobre essa questão em sua vida. Todos os filósofos, nossos grandes mestres, são unânimes em afirmar que devemos pensar, refletir e debater sobre a morte, tendo a ciência que a nossa felicidade também dela depende, porque sem ela a vida perde o sentido.
Há em nós uma forte ambivalência entre a felicidade e a morte que nos leva a imensa insatisfação e infelicidade. Equivocadamente, colocamos a nossa felicidade em bens matérias, pessoas, dinheiro, status, fama, entre outros, sofremos por isso, pois sabemos que iremos perder tudo isso, e então, antes mesmos de conquistarmos a felicidade já a perderemos. Sofremos por antecipação, o que é pior!!!
 Ao mesmo tempo em que buscamos a felicidade sentimos a infelicidade por saber que iremos perdê-la. Isso é mais cruel que a morte! Essa também é uma das causas que faz com que as pessoas nunca se sintam plenas em relação à felicidade, pois as colocaram em coisas materiais, perecíveis, e que assim como as pessoas, um dia irão morrer, não a teremos mais.
Quanto menos pensamos na morte mais nos assombramos. É algo que está em nosso inconsciente coletivo. Impossível fugir de algo que está dentro de nós. Como não pensar em uma situação que é certeza em nossa vida e na vida das pessoas que amamos? Quanto mais pensamos, refletimos sobre a fragilidade da vida humana, mais valorizamos a vida que temos e as pessoas que amamos!!!
Sêneca já dizia que “aprender a viver não é mais que aprender a morrer”.
Se vivermos com crença de que amanhã não estaríamos mais nesse mundo, tenho certeza que seremos mais felizes hoje. De imediato tudo que conquistássemos ou que nos oferecessem, aceitaríamos com o coração aberto, pois não mais esperávamos por nada. Amanhã eu não veria mais o “milagre da vida” quando acordasse. A base da felicidade nos invadiria: o sentimento de gratidão.
Já imaginou o que as pessoas falariam de você em seu funeral? Como tem vivido sua vida até hoje? O que tem buscado? Em que valores têm investido suas ações? Será que sentiriam a sua falta? Por quanto tempo? O que deixou para registrar na vida dos que ficam?
Já parou para pensar que quem você ama vai morrer? Já disse a ela o quanto ela é importante na sua vida? Se esperar ela morrer talvez ela não te ouça. Ame-as mais, dedique mais tempo a eles, amanhã talvez eles não estejam aqui. Mas não os ame com apegos, exigências, dependências, simplesmente ame-os como são, e agradeça por fazerem parte da sua vida.
Como cantou Raul Seixas... “cada vez que me despeço de uma pessoa, pode ser que esta pessoa esteja me vendo pela última vez” (música:canto para minha morte). E como queremos deixar essa pessoa. Que sentimento dela levamos. Que lembrança terá de nós?
Não espere que eles morram para dar-lhes o devido valor!
Aproveite e se reconcilie!!! Seja rápido, desculpe ou peça desculpas. Não espere que o remorso e o sentimento de culpa te invadam depois que a pessoa partir. Se arrependa hoje. Um coração com magoas, remorsos,ressentimentos, não consegue ser feliz!!! Manter as emoções em equilíbrio e a consciência tranqüila são fundamentais para ampliarmos o sentimento de felicidade.
Viva a vida como se esse fosse o ultimo dia e agradeça a dádiva de viver!!!
A morte muito nos ensina no sentido de observarmos onde estamos depositando a nossa felicidade. Não podemos viver ignorando-a. Quando sobre ela refletirmos, conseguiremos verdadeiramente saber qual o sentido da existência humana, os valores as quais devemos entregar nossas buscas, o sentido de ser tão feliz quanto se possa.
Pense nisso!!!
Forte Abraço!!!

05 maio 2010

Otimismo para ser feliz!!!!!!!!!

Tempos difíceis esses. Quanta insegurança. Competição desleal no trabalho. Desemprego. Fome. Crianças sendo maltratadas. Abuso sexual. Violência banal. Seqüestros relâmpagos. Guerras eminentes. Ataques terroristas. Até a natureza resolveu se vingar! Chuvas torrenciais. Vulcões. Terremotos. Quanta calamidade nesse mundo meu Pai!!! Abuso de poder. Corrupção. Onde estão os honestos???
Tempos difíceis esses!!! Medo do nada, medo do tudo e um medo do meio. Que esperar? Como ter fé? Como ser otimista? Há uma face de insegurança estampada nos olhos de todos. Cadê os direitos humanos? Do consumidor? Das crianças? Dos velhos? Dos jovens? Do cidadão? Cadê o meu direito de ser feliz???
Tempos difíceis esses!!!
Será mesmo, ou é uma questão de visão e entendimento da vida?
Fico com a segunda hipótese e sugiro que você faça o mesmo se quiser ser feliz hoje! Já! Agora!
Sendo a felicidade um ponto de vista subjetivo, um estado de espírito, uma vivência interior, não há como sermos felizes se continuarmos com a preguiça mental de vermos o mal em tudo. Digo preguiça mental porque é mais cômodo. Quando assim pensamos, estacionamos em uma zona de conforto e deslocamos o sentimento de infelicidade – que pode ser também de frustração, insatisfação – para os outros. Estamos novamente transferindo a responsabilidade da nossa felicidade para alguém – aí você escolhe quem.
Quando era pequeno, era comum chamarmos os mais velhos de “ranzinzas!, “rabugentos”, devido ao grande mau humor, pessimismo e negativismo que pronunciavam as conversas com eles. Só reclamavam das doenças da idade, do preço do remédio, do governo, da família, que o mundo estava “virado”, e por aí ia a prosa.
Porém, tenho conhecido muitos “jovens velhos” – e os vejo aumentar a cada dia. De cinco palavras emitidas em uma frase, três são negativas – estou sendo otimista. Haja companhia prá aturar a criatura. Certa vez estava em um barzinho com amigos, e chegou um rapaz, moço bonito, cerca de 24 anos, bem vestido. Ele se enturmou na conversa e comecei a perceber que qualquer assunto que nós falávamos ele só observava o lado negativo. Só ouvi dele reclamações. Falamos de trabalho, amigos, do tempo, futebol, economia, política, e nada! Era só negatividade!!! Até um momento que começamos a falar de mulheres – nas conversas entre homens, às vezes nós falamos das mulheres. Pensei com meus cadarços – é que a essa altura eu estava virando avestruz – agora ele vai falar algo positivo. Bingo!!! Não falou. Ou melhor, falou o do cardápio. Não agüentei mais cinco minutos, pois corria o risco de ser contaminado por ele. Fui embora!
E cada dia vejo mais jovens “emocionalmente velhos”, com uma carga de negativismo, de pessimismo, com uma visão restrita e degenerativa em relação ao futuro, e isso me assusta. Coitado de quem é “obrigado” a conviver com eles!
Para sermos felizes precisamos aprender a retirar o caldo de harmonia das situações conflitantes, e por vezes difíceis que vivemos. Precisamos remanejar nossos neurônios.
Pode dizer que é piegas, que é mais um chavão ou até falta de visão racional da vida. Mas precisamos ter um olhar “divino” sobre a vida e suas agruras. Para tanto, necessitamos colocar aquela colher de sopa bem cheia de gratidão – vai ter que ler o post sobre gratidão. Somente assim começamos a quebrar essa ótica deturpada e vitimista de ver o mal em tudo!
É comum ver as pessoas por dias, semanas, meses – e outras por anos – reclamando de algo que aconteceu ou a infelicidade que sentem. Mas o mais interessante é que enquanto elas reclamam o tempo não para, a vida continua seu caminhar – e elas vão abrindo mais as cicatrizes no coração. O dia e a noite continuam, as estações do ano estampam sua chegada e partida, o relógio segue seu ritmo apressado. Ou seja, a vida não pára para ouvir as suas “supostas” lamúrias e flagelos. A vida pede ação e atitude, não estagnação! Enquanto ela vê o fato como uma catástrofe, outros vêem como oportunidades, seja para lapidar sua força interior, seja para criar o “desconhecido” na situação adversa.
Parecem carros queimando a embreagem sem sair do lugar, são pneus atolados, enquanto os outros vão passando, e a passos largos. E sabe o pior? Eu conto! Depois ficam criticando, invejando (será que essa palavra existe?) aqueles que tiveram uma ótica diferente da dela e viram no conflito-problema uma oportunidade. Praguejam contra Deus e contra todos, dizem-se sem sorte na vida.
Em algum lugar e em alguma época da vida – de forma igual ou semelhante – alguém já passou pelas mesmas dificuldades que se estamos enfrentando. Então, a busquemos, pois tudo na vida tem uma solução – que às vezes, e quase sempre, não é aquela que o nosso ego deseja. Sempre há uma solução prá tudo. Quebre o orgulho amplie a humildade, tenha gratidão e busque ajuda!
Já viu uma mulher em frente ao espelho? Já observou quantos elogios ela oferece ao seu corpo? Ela vê “pelo em ovo”!!! Se não está contente com o seu corpo, faça alguma coisa para mudar! Regime, atividade física, descanso. Ficar em frente ao espelho reclamando dos “pneuzinhos”, não vai ajudar em nada, só irá piorar a autoestima. E a propósito, até hoje eu não consigo entender como uma mulher consegue achar defeitos em seu corpo onde não tem – aceito sugestões nos comentários.
E o tempo vai passando e talvez um dia a pessoa perceba que num esforço incomum, descomunal, ela conseguiu ignorar, negligenciar os aspectos mais importantes da sua vida, aquilo que verdadeiramente fazia sentido existencial.
Ser otimista não significa sair por aí rindo a toa, em um estado de alegria continuada – até porque uma pessoa que assim se faz está na verdade “mascarando” grandes problemas. Estar alegre, estar triste faz parte da gangorra da vida. A questão é como encaramos quando estamos embaixo. São nesses momentos – se quisermos – que descobrimos nossos potenciais latentes, nossa força interior, nossa fé e esperança para sermos felizes. É nessa hora que reavaliamos nossa postura e valores, encontrando o caminho para a felicidade.
Tenho ontem e hoje – e são muitas mesmo – buscado saber mais sobre os paraplégicos, os deficientes físicos, principalmente os para-olímpicos e aqueles que, com alguma pequena ou grande deficiência fizeram da sua dor e debilidade um trampolim para uma vida mais feliz. Já imaginou se eles fossem pessimistas? Se ficassem presos ao passado, reclamando que o destino foi injusto com eles? Então, pense sobre isso. Nós podemos aprender muito com a vida dos outros.
Em uma visão otimista dos primeiros parágrafos, aprendamos a reestruturar nossos “caminhos neuronais”!
Tempos bons esses!!! Essa tal insegurança está me fazendo viver a vida menos “robótico”, menos alienado sobre as coisas que acontecem ao meu redor. Diminuindo o pensar egoisticamente no “venha a mim o meu reino e seja feita a minha vontade”. Estou mais responsável pela vida do outro – até estou fazendo trabalho voluntário; consigo andar na rua e ver aquelas “pessoas invisíveis” que só via no Natal. Estou mais esperto, mais atento ao que acontece a minha volta, mas sem a “neura” da desconfiança ou do medo, apenas me concentrando nos detalhes – os outros. Vejo que não estou sozinho e prá eu ser feliz preciso aprender a fazer os outros felizes também – qualquer outro.
Com a competição no trabalho aprendi a ter mais foco, a parar de puxar o saco, deixei de me encostar e trabalho mais – sempre tem quem reclame, é normal, às vezes por medo, incapacidade, baixaestima, insegurança, ou até por que a pessoa tem o fígado estragado ou os nervos doentes. Estou investindo na minha carreira que se não der nessa empresa poderá ser em outra, há muitas oportunidades de trabalho, novas profissões surgindo, e sei que estou capacitado.
Com as crianças maltratadas, abusadas, tenho me esforçado em dar mais atenção, amor e carinho aos meus filhos e aos filhos dos outros também. Há pais omissos e negligentes e sei que não posso culpá-los, pois possivelmente eles tenham tido uma infância escassa de amor e atenção, com pais severos e despreparados. Então, estou trabalhando voluntariamente nessa área, pois sei que posso contribuir para isso!Estou otimista!
Com a “vingança da natureza”, comecei a cuidar da natureza dentro de casa, no escritório e na rua. Separo tudo que é reciclável, não jogo lixo na rua – nem bituca de cigarro. Aprendi que a “fúria” da natureza tem ocorrido porque eu ajudei a destruí-la e ela só quer se reequilibrar. Continuo buscando conscientizar os que me rodeiam que precisamos ser mais educados socialmente, se continuarmos assim, os bueiros vão continuar a se encher e vai inundar tudo; precisamos plantar árvores para ajudar a diminuir a erosão e quem sabe o efeito estufa. Aprendi que tenho que fazer a minha parte e quando as catástrofes acontecerem não vai adiantar ficar xingando com quem não faz a sua, tenho que ajudá-las e conscientizá-las.
Quanto à corrupção, primeiro deixei de me corromper por um elogio, um presente, uma chantagem; parei de cortar filas, de buscar aquele amigo do banco e deixar as minhas contas com ele. Estou me esquivando do “jeitinho brasileiro” de levar vantagem em tudo, pois creio que não difere da corrupção que vejo noticiar diariamente. Desisti dessa história de fazer o mínimo buscando o máximo, de acreditar que se eu estiver me dando bem está tudo certo.
Parei de ter medo! Agora tenho fé! Acredito mais no ser humano – e em mim mesmo também – Tenho fé em Deus, mas tranco o meu carro e não o deixo em um lugar esmo. Os meus bons pensamentos, aliados a prática do bem têm auxiliado bastante! Estou mais esperto, sem ficar desconfiando de tudo e todos.
Fiz uma pesquisa e descobri que por mais que reclamemos dos direitos do consumidor, do cidadão, das crianças, dos idosos, ao longo do tempo eles melhoraram mais de 100%. Fiquei ainda mais otimista! Não sou o único a cuidar da natureza, há varias entidades, ONG’s que também se mobilizam para cuidar e defender ela daqueles que ainda não perceberam essa realidade em si mesma.
Descobri que a maioria daqueles que chamamos criminosos não são maus, são doentes. Isso eles são doentes!!! Pode ir pesquisar! Então, a humanidade não e tão “má” quanto eu supunha. Precisamos ajudar a encontrar o remédio a eles, seja físico ou psicológico. Eles podem ser ajudados, se transformar e viver bem socialmente. Mas aqui sempre fico a perguntar: será que a doença deles é fruto de uma má educação, familiar, religiosa, política ou social? E sempre chego a conclusão que sim. E então fico feliz porque sei que o melhor remédio para ajudar alguém é a educação, ou a reeducação. Não há outro caminho!
A vida se desencadeia por um conglomerado de ações e pensamentos. Estamos todos interconectados. Que possamos pensar e servir no bem, pois um mundo mais justo, mais fraterno e de felicidade é possível sim!!! Mas estas ações não podem ser egoístas, aliás, o pessimismo, o negativismo, vem de ações egoístas.
Que não sejamos somente otimistas no pensar, mas principalmente, tenhamos ações e atitudes otimistas, e assim, jamais ficaremos satisfeitos com o estado das coisas, e procuraremos sempre mudá-las para melhor, não para si, mas para todos!!!
Pense nisso!!!
Forte Abraço e até o próximo post!!!!!!

18 março 2010

Tenha bons relacionamentos para ser feliz

Depois de um “pin” no mês de Fevereiro. Vamos para o post de Março. Se der escrevo outro ainda esse mês para compensar.
Você poder estar na posição nº 01 das pessoas mais ricas no mundo; pode estar casado com a pessoa mais linda desse mundo; pode ocupar o cargo mais importante do mundo corporativo; pode estar realizado todos seus sonhos de consumo; pode ter o corpo mais atraente, delineado por formas esculturais; pode ser a pessoa mais sexy de todos os tempos; pode ter a casa mais luxuosa e ampla que alguém já sonhou.
Você pode ter tudo isso, um pouco disso ou nada disso, mas se não tiver bons relacionamentos, desculpe, você não conseguirá ser feliz!!!
O ser humano é o ser mais sociável que existe. É da natureza humana nos reunirmos em pequenos ou grandes grupos, trocarmos experiências, ampararmo-nos mutuamente, aprendermos a tolerar e respeitar as diferenças entre uns e outros. Se não tivermos boa interação com o meio em que estamos inseridos, em qualquer setor, não saberemos o que é felicidade.
Ninguém nasceu para viver só, afastado dos outros, longe das experiências transformadoras que nos afastam do egoísmo e mudam nossos valores, conceitos e idéias, fortalecendo a capacidade em ser tolerante e alteritário, estreitando laços de afeto, respeito e amizade, indistintamente. Quanto mais nos isolamos, mais infelizes somos, visto que engrossamos nossa casca de egoísmo
Para refletir um pouco e perceba que tudo em nossa vida é como nos relacionamos com as coisas e as pessoas. A qualidade positiva e elevada desses relacionamentos refletem crucialmente em nossa felicidade.
 Você pode ser o número 01 das pessoas mais ricas do mundo, mas se sentir que está no meio de amigos interesseiros e puxa-saco (por causa do seu dinheiro, poder, fama, status), se viver com medo de perder a posição, de ser passado para trás, de perder o dinheiro, ou mesmo, se somente pensar em dinheiro, dinheiro, dinheiro, além de perder noites de sono e a saúde, estará se afastando de sua felicidade. Por quê? Simplesmente porque viverá num clima de verdadeira angústia, insegurança, ansiedade, insatisfação, incerteza, medos, fantasmas.
Você pode ter se casado com a pessoa mais linda, inteligente, o estereótipo de perfeição. Mas, se juntos não manterem o mínimo de harmonia, entendimento, afeto, romantismo, respeito, seu casamento está fadado ao divórcio, e você a temporária infelicidade. Às vezes perpétua infelicidade, ou porque se separa e fica remoendo mágoa e rancor por toda a vida, presa ao passado, ou então, porque fica vivendo de um casamento arruinado em favor de um porta-retrato ou por causa de baixa autoestima.
Se em todos os casos você estiver fazendo algo pensando somente em você, em seus interesses, desejos, seus ideais, estará sempre na contramão da felicidade.
De nada adianta termos tudo isso e não termos bons relacionamentos. Às vezes as pessoas têm tudo isso, mas não nem amizades verdadeiras, acolhedoras.
Costumo dizer que isso é fruto da sociedade atual, porque antigamente necessitávamos ter pelo menos 04 amigos para segurar na alça do caixão e depositar nosso corpo na cova. Hoje em dia não precisa mais, tem o carrinho que leva o caixão e um funcionário para empurrar e despejar os restos mortais (em um futuro post você irá entender esse meu deboche com a morte).
Todos passamos por problemas, crises, conflitos em nossas vidas, e são nesses momentos que testamos nossos relacionamentos frente a aqueles que nos socorrem, agüentam nossas lamentações, nos puxam a orelha quando necessário, mas estão ali, nos oferecendo afeto, colo, carinho.
Muitas pessoas sentem-se infelizes em seu trabalho. Sabe por quê? Não é porque ganham pouco, muitas ganham “muito bem, obrigado”. Sentem-se infelizes lá porque não tem relacionamentos saudáveis, tem “picuinhas”, brigas diretas ou mudas, narizes tortos.
Imagine duas situações: a primeira, você entrando em seu local de trabalho, recebendo cumprimentos de todos, sorrisos alegres; você sente que todos ficam felizes com a sua presença, que te respeitam, mesmo sabendo que teve conflitos com um ou outro, mas souberam, como adultos, resolver visando o melhor; trata bem seus subordinados que o admiram por isso; se está em subordinação, tem o respeito dos seus superiores por fazer o seu trabalho da melhor forma. A segunda, você chega, de cabeça baixa, pois já teve atritos com a maioria, assim como guarda mágoas de uns, outros guardam de você; não se dá bem com seu chefe – até porque você acha que era você quem merecia estar ali, ou mesmo porque ele pega no seu pé diz que você é folgado, fica matando hora, não entrega as tarefas no prazo.
Quem você acha que é mais feliz? E isso você pode projetar para as outras áreas da sua vida, pois é assim que funciona.
Vivemos em uma sociedade descartável onde estamos descartando nossos relacionamentos. Ninguém tem um bom relacionamento do dia para a noite. É necessário investimento do tempo, respeito, compreensão, perdão, companheirismo, indulgência, alteridade. Mas, como o mundo gira em torno do nosso umbigo e estamos somente preocupados em consumir e acumular, as desculpas são inúmeras. Consumimos nossos relacionamentos e acumulamos infelicidade.
Precisamos aprender a fortalecer nossos relacionamentos. Isso não quer dizer que ele será sempre mil maravilhas, porque não irá ser. Relacionamentos mudam e se transformam, precisamos escolher qual a direção que iremos dar a eles.
Guarde algo muito importante para a sua vida e se prepare todos os dias que isso será recorrente: as pessoas mais importantes, as que mais amamos, são as que mais facilmente venham a nos magoar ou ferir. Esteja preparado para perdoá-las. Pode se sentir mágoa, mas não a alimente e busque reatar a relação, sabendo que ela não será a mesma de antes, e poderá ser até melhor, no sentido de ser mais autêntica e verdadeira.
Para termos bons relacionamentos não devemos tentar modelar as pessoas dentro de um estereótipo ideal que temos em nossa mente. Devemos aceitá-las como elas são, pois somente assim as pessoas nos aceitarão como somos. Se nós raramente mudamos, ou mudamos pouco, porque querer mudar as pessoas? Elas podem temporariamente “fingir” que mudaram, mas é superficial, às vezes ocorre até uma despersonalização. Mudanças levam tempo, muito mais tempo do que temos e dispomos a mudar.
Temos que aceitar os outros sem recriminação e, principalmente, sem discriminação a quem quer que seja. Pouco sabemos por que somos “assim ou assado”, temos esse ou aquele gosto, idéia, desejo, instinto, intuição, tendência. Como saber isso sobre o outro. O interessante da vida é ampliarmos nossos grupos de amizade, convivermos com os que taxamos de diferentes, com culturas e modos diferentes. Interessante é conhecer para compreender e aceitar. Veja bem eu escrevi aceitar, não concordar. Posso não concordar com algo que uma pessoa faz, mas aceito ela e não o que ela faz, caso creia que isso imoral, falte com a ética. O ideal seria estar ao lado dela repassando experiências e dando-lhe a mão. Até porque não saberemos quando seremos nós a necessitar de amparo e orientação.
O que está escasso em nossa sociedade, entre outras coisas, são os sentimentos de compaixão, solidariedade, fraternidade, amizade, que deveriam ser os reais valores a investirmos em nossa felicidade. Nos tornamos infelizes quando dela nos afastamos. E nos afastamos por sermos egoístas, pensarmos somente em nós e esquecemos das outras pessoas que dividem a sociedade conosco.
Todo mundo quer tudo para si, até o amor. Aliás, fazemos tudo para ter amor. Enganamos-nos quando acreditamos que o amor é um sentimento que devemos receber – isso é egoísmo – amor é um sentimento que devemos dar e oferecer. E dar amor acontece na forma de solidariedade, fraternidade, compaixão, altruísmo, empatia.
Há pessoas que apesar de “tudo” que possuem, tem relacionamentos ruins na família, no trabalho, com os amigos. E isso acontece porque antes de tudo ela tem um relacionamento ruim consigo mesma. Isso geralmente acontece porque ela não dá amor aos outros, só quer receber.
Busque manter relacionamentos saudáveis, com respeito, afeto, sinceridade. Esteja pronto para desculpar e perdoar. E acima de tudo!!! Mantenha sempre as pessoas especiais ao seu lado!!!
Pense nisso!!!
Até o próximo post!!!

11 janeiro 2010

Sonhe alto e seja (mais) feliz em 2010

A cada ano que se inicia fazemos planos para alcançar nossas metas e objetivos. Renovamos nossos sonhos, criamos outros, esquecemos os que não conseguimos realizar. Sem sonhos perecemos. Eles funcionam como uma mola propulsora de esperança, vitalizando nossas motivações. É sempre bom tomarmos, e sabermos, alguns cuidados que devemos ter com eles


Não focalize sua vida em somente um sonho! Jamais entregue a sua vida a somente um sonho. Se colocarmos nosso sonho de felicidade em somente um lugar, há uma forte tendência de nos frustrarmos, pois ele pode não dar certo e a infelicidade é certa.  Acredite que todo sonho tem 50% de dar certo e 50% de dar errado. Então, esteja preparado, invista em seu sonho, se prepare, mas não crie expectativas, e se possível, divida esse sonho em etapas, e vá conquistando-o pouco a pouco e se sentindo feliz por isso.


Vejo muitas pessoas buscarem e lutarem por um sonho sua vida inteira e depois que o conquistam sentem-se infelizes (esteira hedonista, lembra?). Por isso, tenha outros sonhos em outras áreas da sua vida, familiar, pessoal, profissional, amorosa.  Cuidado para não ser ambicioso e egoísta, pois não lhe trará felicidade se se engajar e investir em somente um sonho, e a cada conquista querer mais e mais nesse mesmo sonho. Busque um estado de completude no sentido de que quando realizar um em determinada área, tente realizar em outra.


Muitas pessoas acreditam que não se deve buscar dois ou três sonhos ao mesmo tempo. Penso e sei que podemos sim, pois temos potencial e energia para isso, e se der errado, podemos rapidamente recolocar nossa energia no outro.


Sonhe alto! Não sonhe pequeno! Sonhos pequenos não motivam. Temos muita energia para gastar. Somos capazes de quase tudo. E também se lembre de que seu sonho deve envolver outras pessoas. Não adianta sonhar apenas para você e para a sua família. A felicidade é algo mais amplo. Você precisa entender que estamos interconectados uns com os outros. Toda vez que fizer outras pessoas felizes, mais feliz você se sentirá. Lembra-se que a felicidade envolve virtudes? Quando agimos assim desenvolvemos virtudes como generosidade, solidariedade, altruísmo, fraternidade. E não custa repetir que a cada dia aumentam as pesquisas científicas demonstrando que atitudes assim nos tornam ainda mais felizes.


Coloque o seu sonho dentro da sua realidade. As pessoas se frustram porque não encaixam seus sonhos dentro da sua realidade. O sonho profissional dele é ser engenheiro, mas ele odeia cálculos, só bombava em matemática no colégio, vivia em DP. Quero ser psicólogo, mas não tenho paciência com os outros, não sei escutar, não gosto de ler estudar. E por aí vai.


Primeiramente tenho que saber quais meus talentos, qualidades, capacidades. No que sou bom? No que sou mais ou menos? No que sou péssimo. A partir disso, planejar nossas estratégias, potencializando ainda mais aquilo que dominamos; investindo naquilo que somos mais ou menos; aceitando aquilo que ainda não domino, mas jamais deixando de lado, e sim, capacitando-se a cada dia para que vir mais ou menos.


Não coloque sonhos que levem muito tempo para se realizar, faça por etapas. Se quiser ser presidente de uma empresa, lembre-se que dificilmente alguém te dará esse posto de imediato. Tenha sonhos mais realistas e próximos. Sonhe em ser um coordenador, depois um subgerente, gerente, e assim sucessivamente. A cada etapa vamos renovando nossas energias para alcançar nossos sonhos.


Invista nas pessoas que estão próximas de você. Esse item para mim é um dos mais importantes! Ninguém consegue realizar sonhos sozinhos. Precisamos uns dos outros. Para você alcançar seus sonhos ninguém precisa perder, você não precisa torcer contra ninguém ou passar a perna neles. Para realizar seus sonhos você precisa fortalecer o seu meio de pessoas tão competentes quanto você, senão irá fracassar e não chegará a lugar nenhum. Pode até chegar a alcançar seus sonhos, mas não se sentirá feliz, e o motivo principal é que estará sozinho!


Quanto mais capacitamos as pessoas ao nosso lado, mais nós nos capacitamos. Quanto mais investimos nos outros, mais investimos em nós mesmos. Quanto temos pessoas tão boas quanto nós ao nosso lado, mais entusiasmo e energia temos para melhorar.




Busque realizar os seus sonhos, não o dos outros. Esse também é algo que devemos ter grande atenção. O sonho que estamos buscando realizar são verdadeiramente nossos? Reflita profundamente sobre isso! É comum buscarmos realizar os sonhos dos nossos pais. “Meu sonho é ver meu filho se formar em Medicina!” (ou qualquer outra profissão); “Meu sonho é que meu filho siga a mesma carreira que tenho, assim como segui a do meu pai!”; “Meu sonho é ter netos!”. “Meu sonho é que minha filha seja modelo.”; “Meu sonho é que minha filha se case com um homem bonito, estabilizado financeiramente, capaz de lhe dar um grande futuro.”


Muitos pais abandonam seus sonhos e passam a dedicar a sua vida para que seus filhos realizem os seus. Isso é ótimo, mas na maioria das vezes eles estão buscando realizar os seus sonhos em seus filhos, e isso é péssimo! Há uma cobrança além do normal, muita pressão, ansiedade, e quando vamos observar vemos pais frustrados por não conseguirem realizar seus sonhos no passado e hoje projetam em seus filhos, que seguem o mesmo caminho.


Seus sonhos devem se enquadrar na sua realidade, no que te dá prazer, naquilo que você tem mais amor em fazer, senão corre o sério risco de viver uma vida de insatisfação.


Ah.... Se lembre que alcançar sonhos, normalmente requer trabalho, suor, dedicação, autoconhecimento, empenho, sacrifício, investimentos pessoais, emocionais.... e no final, vale a pena, vale muito a pena!



Pense nisso!!!


Feliz 2010 e até o próximo post!