12 outubro 2009

Investindo para ser feliz

Apesar de haver outras miragens contemporâneas sobre a felicidade. Cansei de escrever sobre elas. A partir de agora vou postar dicas que nos levam a desenvolver, manter e ampliar esse sentimento, com visão e atuação no presente, sem amarras com o passado e delírios com o futuro, mais integrados conosco mesmo, buscando saber e realizar nossa missão.

Você pode até não acreditar, mas entender-se como um ser que tem uma missão, e que a sociedade não seria a mesma se um de nós não estivesse nela vivido é um passo para descobrir nossa missão, ou melhor, nossas missões. Se tivéssemos somente uma missão, e falhássemos nela, estávamos fadados a infelicidade. Ao longo dos posts essa visão ficará bem clara.

Quando nos afastarmos de nossa missão, a vida não flui. Vivemos em uma ambivalência tóxica que desarticula nossa psique. É como no caso daquela pessoa que está casada e quer se separar, mas não se separa. Está casada e está pensando em outro. Difícil viver assim!!!

Um exemplo prático se mostra com aquela pessoa que, ao invés de buscar uma profissão onde suas potencialidades e capacidades se multipliquem, se deixa arrastar pelas profissões da moda, por aquelas onde a remuneração é maior, ou por influência dos pais.

Sabe o que acontece? Nunca será feliz no trabalho e consequentemente na vida, pois essa será sempre um peso, um tédio profundo que a fará buscar fora de si algo que a complete internamente (olha a esteira hedonista). Estará longe daquele estado de flow, absorto e integrado consigo, e não demora muito irá aumentar as estatísticas daqueles que adoecem em seu trabalho e desarticulam suas relações. Vai ganhar dinheiro, mas não será feliz, pois não irá conseguir realizá-lo com amor e satisfação, mas por obrigação, status, poder. Triste isso!

Mas não se engane! Nossa vida não será um mar de rosas coloridas.

Problemas, perdas, crises, dificuldades, conflitos interiores fazem parte da vida do ser humano. Saber administrá-los, digeri-los, sem alimentar sentimentos e emoções depreciativas, da mesma forma que buscamos não deslocá-los para outras pessoas, enquanto buscamos apreender as experiências que nos fortalecem e amadurecem a fazermos escolhas mais sadias, enquadradas em nossas missões, conjuntamente com o desabrochar de valores e virtudes altruístas e humanitários, devem fazer parte da nossa agenda para sermos felizes.

Aristóteles, celebremente disse que a felicidade não está na posse, mas na virtude.

Das ocorrências do cotidiano temos duas opções: ter um olhar interior observando quais as capacidades positivas, virtudes, bons sentimentos que poderemos tirar dessas situações, quebrando crenças ultrapassadas e destruidoras, ou ignorar tudo isso e deixar que o instinto, a irracionalidade, o gozo, comandem nossas decisões, da mesma forma que vamos destruindo nossos relacionamentos, acumulando mágoas e rancores, que brevemente se transformam em doenças.

Hoje se sabe que as virtudes não são somente caracteres teológicos, mas são capazes de nos trazer mais equilíbrio psíquico, saúde física, bem estar, influenciando decisivamente em nossa felicidade.

Quando agimos de forma a buscar somente a nossa satisfação, a pensarmos somente em nós, de forma egoísta e individualista, materialista e temporária, traçamos uma reta para a insatisfação e a infelicidade.

Às vezes as pessoas pedem, em suas orações, para que seus filhos não adoeçam. Solicitação solidária, se por detrás do pedido ela não estivesse querendo dizer: melhor que ele não adoeça, senão vai me dar muito trabalho, terei que acordar à noite para dar remédio. Nossa!!! Os remédios são caros, vou ter que gastar uma fortuna, além da possibilidade em ter de faltar no emprego. Na maioria das vezes pensamos mais em nós que verdadeiramente no outro.

Ou aquela pessoa que faz de tudo para não perder o emprego. Se o perder vai ser complicado, pois terá que sair do comodismo, da zona de conforto, e voltar a estudar, se atualizar com cursos, investimentos pessoais, acordar cedo para bater nas portas das fábricas, inumeráveis entrevistas, angústias de ansiedade pelo resultado, e por aí vai.

Aqui já nos cabe uma grande lição. O que tem dirigido minha vida? O desejo de se melhorar como ser humano ou o enraizamento do individualismo e das utopias sociais, de valores vazios e princípios esquizofrênicos?

Pense nisso!!!

Forte abraço, e até o próximo post!!!