18 janeiro 2009

Erros mais comuns


Escrevi no post anterior que tudo que o ser humano faz em sua vida é buscar a felicidade. Ela atua como um combustível que jamais acaba. Não levamos em consideração se o(s) caminho (os) que cada qual trilha é correto, ético, moral ou não. Não nos compete (e, pessoalmente, não tenho mínimas condições para isso) realizar qualquer julgamento.
O que ocorre é que, trilhando esse caminho, vamos cometendo “erros”, seja por falta de experiência, raciocínio, percepção, bom senso.
Vejamos alguns exemplos:
Não saber o que procuramos – - Esse é o maior de todos! Somos “Maria vai com as outras”. Como não sabemos o que ela verdadeiramente é, nos deixamos influenciar por amigos, cultura, moda, família, mídia. Nas varias faixas etárias da nossa vida, temos concepções diferentes acerca daquilo que nos tornaria felizes. Veja um bebê, por exemplo, para se sentir feliz ele precisa estar alimentado, limpo e ter o carinho dos pais. Isso bastaria a ele. Agora pense nele com cinco anos de idade, depois de sofrer a influência educacional, das propagandas de televisão. Será que carinho, alimento e estar limpo bastariam a ele? E quando tiver na adolescência, sofrendo a influência do grupo de amigos que pertence.
Recordo-me de uma propaganda de televisão sobre venda de aparelho celular, na época do dia das crianças. O garoto deveria ter uns 12 ou 13 anos. Seu pai lhe ofereceu de presente a atriz “Karina Bacchi”. Ele prontamente recusou, e disse que queria um aparelho celular de tal marca, pois era isso que seus amigos possuiam. Seu pai, decepcionado, disse que trocaria o presente. O garoto (inimigo do zorro), disse-lhe para deixar o presente que o pai lhe trouxera guardado, pois futuramente ele poderia precisar.
Voltando ao exemplo, qual será a concepção de felicidade que cada pessoa (sofrendo as influências etárias e do meio) pode ter ao longo da sua vida? E a sua hoje qual é? Bom começar a refletir mais sobre isso, pois está depositando toda a sua energia nela!
Já se voltou mentalmente ao passado e pensou: “Como pude acreditar que isso era sinônimo de felicidade”? Dá até vergonha de lembrar!!!
Não saber o que é felicidade – Lembro-me de uma frase atribuída a “Willian Shakespeare”: “Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve”. Não sabemos o que é, onde está e como buscá-la! A conseqüência disso são as escolhas mal sucedidas, precipitadas, ilusões, e as suas conseqüências, as decepções e frustrações. Sentimo-nos infelizes conosco e insatisfeitos com a vida. É nesse momento que muitas vezes as pessoas sofrem um grande conflito interno: a de se sentir infeliz internamente e a de ter de demonstrar externamente que está feliz.
Alguém gosta de viver ao lado de alguém infeliz, insatisfeito, que por conseqüência se mostra reclamão, amargurado, triste, de auto-estima baixa? Então, a pessoa faz um esforço descomunal, gasta quase todas as suas energias para demonstrar aos outros que ela é feliz, bem sucedida em todos os âmbitos da vida. Ah, como ela sofre. Sofre por essa ambigüidade interna e sofre por ter medo de tentar de novo e fazer novas escolhas erradas.
Materializar a felicidade – Perigo! Perigo! Sinal de infelicidade, insatisfação, e na maioria das vezes uma grande frustração!!! Materializar a felicidade significa colocá-la em bens materiais, cargos, pessoas, algo palpável. E tudo o que você pensou é perecível, fica ultrapassado, desgasta, se transforma, muda, perde o valor. São transitórios e efêmeros. Como o ser humano é um ser insaciável, nunca está satisfeito com o que tem você pode imaginar onde isso vai acabar. Buscamos muitas coisas que estão fora das nossas necessidades, são supérfluas e se tornam elefantes brancos em nossa vida. Buscamos outras por capricho, excesso de mimo, fantasias. Deixamo-nos levar pelo marketing da felicidade, onde se associa tudo à felicidade. Compre isso e será feliz. Basta ver os slogans da maioria das grandes empresas do comércio.
Colocá-la em um único lugar – Não estou secando, mas dentro das estatísticas de possibilidades, um sonho, objetivo, meta, tem 50% de chances em dar certo e 50% em dar errado. Se depositarmos todas as nossas energias e expectativas em um único lugar, podemos nos dar mal. Tenha vários sonhos, busque-os, sabendo que pode dar certo ou não. Invista nele com equilíbrio, discernimento e racionalidade. Importante também, enquadrar os nossos sonhos dentro das nossas potencialidades e limites (o autoconhecimento é indispensável). Por modismos, questões financeiras, sonhamos ser engenheiros, mas não gostamos de matemática. No colégio só tomávamos bomba e ficávamos para recuperação. Fica difícil, certo?
Colocar a felicidade em pessoas – Isso serve para família, filhos, esposa, marido e o (a) futuro (a) marido ou esposa. Ninguém pode te fazer feliz a não ser você mesmo, mais ninguém! Se assim fosse, uma pessoa solteira ou sem filhos não poderia ser feliz? Se esta pessoa que amamos morrer (e um dia ela irá morrer), seríamos infelizes o resto da vida? Se por algum motivo a relação fracassar, como ficaríamos? Ao fazermos isso nos tornamos dependentes da outra pessoa, perdemos nossa liberdade, vivemos de migalhas. O filósofo Montaigne muito sabiamente expôs que... “é digno de piedade quem depende dos outros”; Horácio, outro filósofo, completa a sentença esclarecendo que... “todas as esperanças estão em mim”.
Isso não quer dizer que as conquistas dos filhos, seu amor e carinho, assim como do “nosso amor”, não nos tornam mais felizes, ao contrário, quero dizer, que temos que sonhar e buscar nossos próprios sonhos de felicidade, conhecer e desenvolver nossos potenciais, criar e realizar nossas idéias, aprender coisas novas. Se não realizamos sonhos pessoais que independem dos outros não conseguimos ser verdadeiramente felizes, pois estamos nos anulando, despersonificando. Às vezes até nos enganamos que somos felizes.

Pense nisso!!!
Até o próximo post.
Adilson Costa

01 janeiro 2009

Primeiras reflexões

O ponto principal para buscarmos aplicar a vivência da felicidade em nossa vida, primeiramente é saber o que é felicidade.
E o que é felicidade? Essa resposta tem ao longo do tempo padecido inúmeras mudanças e transformações, fruto de idéias e crendices humanas, que acompanham a evolução, tanto do pensamento, quanto do conhecimento humano.
São milhares de receitas, idéias, pesquisas, contradições, estudos científicos, que ao longo dos séculos (registros marcam que o debate sobre felicidade iniciou-se com o filósofo Aristóteles, há 2400 anos atrás), tem “servido” como base para melhor podermos compreendê-la e senti-la.
Se você inserir a palavra felicidade no “Google”, aparecerá cerca de 13.100.000 links para pesquisá-la Há centenas de livros que falam sobre o assunto, com receitas infalíveis em todos os âmbitos da vida humana.
É interessante observar que tudo que o ser humano faz na vida é buscar a felicidade. Mesmo que de forma inconsciente, essa ação é o que lhe move, como um combustível que jamais acaba. Por exemplo, a felicidade do corrupto é passar os outros para trás e receber sua propina; a do ladrão é roubar, a do professor é alfabetizar, ensinar; a do pintor é ter reconhecimento na sua obra. Mesmo uma pessoa que se suicide está buscando a sua felicidade. Sua vida está de tal maneira (para ela) insuportável, insolúvel, e acredita que tirando sua vida será mais “feliz” do que vive no momento.
Não saber o que é felicidade, como alcançá-la, e buscá-la em lugares errados são hoje um dos principais fatores do aumento, crescente e excessivo das chamadas doenças contemporâneas, as doenças psicológicas, das fobias, síndromes e depressões, fruto, principalmente, dos quadros de ansiedade e conseqüente frustração por não se sentir feliz.
Esse é outro ponto a ser diluído: os paradigmas que temos sobre felicidade. Os dogmas, as verdades absolutas que norteiam nossa caminhada e nos impulsionam a agir desta ou daquela maneira, e filtram nossas escolhas para tentar alcançá-la.
Ao longo de nossos encontros, entre outras abordagens, iremos expor o que é a felicidade, alguns dos caminhos equivocados que a humanidade tem seguido, evidenciando pesquisas atuais que demonstram tal engano, já que nos últimos séculos, a felicidade vem sendo utilizada como um dos principais parâmetros para “medir” o sentido da vida humana. Áreas científicas como a psicologia, psiquiatria, biologia, neurociência, sociologia, tem (ainda bem) diluído diversos paradigmas e revirado o tema do avesso, mostrando as atitudes que nos levam a compreendê-la, senti-la, aumentá-la e estendê-la.
Até a próxima postagem.
Pense nisso.

Receita para a beleza interior

1 – Faça várias cirurgias plásticas: uma para corrigir o nariz empinado pelo orgulho e pela soberba; outra na correção da língua venenosa e ardilosa e nos lábios que demarcam sua tristeza interior;


2 – Drenagem linfática para retirar o orgulho, a inveja e a ingratidão;


3 – Lipoaspiração no egoísmo, no narcisismo e na hipocrisia;


4 – Diversos peelings profundos na culpa e no remorso;


5 – Faça uma dermo esfoliação nas cicatrizes deixadas pela falta de perdão e pelo ódio, assim como no rancor envelhecido;


6 – Uma máscara facial para retirar as expressões de mágoas e ressentimentos, igualmente nas asperezas da insensibilidade no trato com as pessoas. Depois complete com uma hidratação de sorriso e a alegria;


7 – Hidrate suas mãos todos os dias com a prática da solidariedade e da caridade;


8 – Coloque lentes coloridas da misericórdia e da paciência, iluminando seu olhar;


9 – Realize um implante de entusiasmo e atitude positiva;


10 – Turbine sua humildade e o desinteresse por questões materiais;


11 – Use botox para esticar a esperança e a fé;


12 – Realce o cabelo com luzes da consciência tranqüila e da paz de espírito; e


13 – Finalize com uma hidromassagem, usando sais da generosidade e pétalas da tolerância, que é bom para o coração e a alma.


Obs.: Esses ingredientes não são encontrados nas melhores lojas do ramo. Estão dentro de você!


Pense nisso!

Felicidade, construa-a!

Felicidade deixa de ser algo transitório ou efêmero, quando compreendemos que não podemos materializá-la, ou seja, colocá-la em bens materiais, dinheiro, beleza, promoções, pessoas, relacionamento.
Ela se torna um real sentimento ao vislumbrarmos que devemos realizar investimentos diários de amor, altruísmo, solidariedade, fraternidade, fé, alegria, esperança, resignação.
Felicidade é um sentimento íntimo de harmonia nos relacionamentos intra e interpessoais e com o meio em que se vive.
Estar feliz é compreender a dinâmica com que a vida se processa internamente, favorecendo o amadurecimento e a renovação da compreensão do verdadeiro sentido da vida humana e os reais valores que devemos eleger, para que ela brote mesmo na maior dificuldade da vida.
Um mundo mais justo e humano, igualitário e pleno de felicidade, deve nascer primeiro em nosso coração, independente se ele ainda não brotou no coração do outro.
Talvez o que falte é que o irriguemos com o nosso amor, nossa justiça, nossa igualdade, nossa paz, nosso altruísmo, nossa empatia, nossa aegria e felicidade.
Pense nisso!