15 dezembro 2011

Olá

Agradeço sua participação e reconhecimento dos post deste blog.

À partir desta data estarei escrevendo em outro blog.... psicanalizandoavida.blogspot.com, com textos que envolvem nosso cotidiano, relacionamentos, felicidade, com uma boa "pitada" do entendimento psicanálitico, a fim de repassar a você mais ferramentas que te levem  a melhor saúde emocional.

Espero contar com você nesta nova etapa que caminho, e desejo alegrias e esperanças em 2012.

Forte Abraço

Adilson Costa
Psicanálise & Terapia

02 março 2011

Felicidade e Autoamor

Fiquei pensando se não deveria ter escrito esse post por um dos primeiros. Só me dei conta disso na noite de ontem quando conversava com uma amiga e percebi que sem o autoamor, podemos ter tudo que quisermos e imaginarmos, e mesmo assim estaremos a margem de vivenciar a felicidade.

No primeiro post nesse blog escrevi sobre a construção da felicidade em nossas vidas, e para a vivência desse sentimento precisamos de investimentos morais e éticos diários, mas principalmente, que a felicidade é um sentimento íntimo de harmonia que vivenciamos nos relacionamentos conosco e com as pessoas que nos relacionamos diretamente, e aquelas que “trombamos” nas ruas da vida.

Então, antes de querer me relacionar bem com as outras pessoas, primeiramente, de forma emergencial, preciso aprender a ter um bom relacionamento comigo, especificamente nas conversas internas. Esse é um trabalho de autoconhecimento que não podemos descartar. À medida que vou melhorando o autoamor começo a ampliar o entendimento das minhas tendências positivas e negativas. Potencializo as positivas, ao mesmo tempo em que minimizo as negativas. Isso capacita a termos a dimensão exata de como e onde estamos e aquilo que precisamos fazer para poder ser mais feliz. Os efeitos nos relacionamentos interpessoais acontecem sem qualquer esforço, além da liberdade que tal ação proporciona, deixando-nos mais tranqüilos e seguros.

A base de qualquer relacionamento sadio é o amor. Se possuir autoamor, é o amor que ofertarei aos outros. Viver é uma forma de compartilhar amor. Por isso o egoísmo, a dependência emocional, o orgulho, são contrários ao amor.

De forma simples, o autoamor é construído da autoimagem, da autoestima, da autoconfiança e da autonomia.

A autoimagem é a avaliação que fazemos de nós mesmos, do valor que nos damos. Os Deptos de Recursos Humanos das empresas usam um Sistema de Autoimagem que a pessoa faz de si mesma  para cruzar com o perfil do cargo que ela almeja ou outro que se adapte melhor ao Perfil Comportamental gerado pela sua autoimagem..

Podemos ter uma autoimagem real ou distorcida tanto para cima quanto para baixo, e variando nos diversos setores de atuação na vida, e podem mudar, conforme vamos crescendo. Ela está diretamente ligada à nossa vivência infantil, mas também nas outras fases. Vamos construindo nossa autoimagem de acordo com os “feedbacks” que recebemos, sejam verbaisl ou não – em relação ao nosso comportamento e as qualidades físicas, emocionais – daquelas pessoas que são mais importantes para nós naquela fase ou momento. Formulamos nossa imagem muito mais pelo que os outros dizem do que pela nossa própria avaliação, levando-nos a aceitação,supervalorização ou rejeição de nós mesmos.

Podemos desenvolver um complexo de inferioridade em resultado dessa interação com as outras pessoas. Por outro lado o complexo de superioridade também tem suas raízes nessa avaliação.

A busca deve ser a de aceitarmos nosso real tamanho, sem distorções, mecanismos de defesa, escamoteios, justificativas, exacerbações. Por isso a importância do autoconhecimento, a fim de divisarmos nosso real tamanho, nem mais, nem menos. Isso nos põe em consonância com nosso verdadeiro eu.

Não ficar sonhando em ser como fulano ou beltrano, por essa ou aquela característica que admiramos neles. Há muita diversidade nos caracteres das pessoas, nas suas qualidades e habilidades, e algumas parecem não terem sido feitas para nós desenvolvermos – podemos até desenvolver, mas talvez não sejamos como tal pessoa. Não me refiro aqui às qualidades morais e éticas, aos sentimentos nobres, pois esses nós podemos desenvolver e são a base da felicidade.

A questão aqui é desenvolver um valor moral chamado humildade. Ela realmente nos dá a condição de colocarmos os pés no chão e aceitarmos como "estamos", sem sonhos ilusórios e devaneios utópicos. Sem isso, vivemos dentro de uma ambivalência que nos consome, entre aquilo que verdadeiramente sou, aquilo que desejaria ser ou que os outros dizem que sou.

Nesse ponto é fundamental que desenvolvamos nosso senso crítico. A autocrítica é o filtro que possibilita ter a noção exata das nossas qualidades, defeitos, tendências, e agirmos ao nosso favor. Sem ela não há motivação em se tornar melhor, mas ansiedade, medo,inquietação interior. Não podemos ficar a mercê da avaliação de outras pessoas, isso pode ser triste demais.

Se aceite sem impor condições, sem o martírio masoquista das recriminações e autopunições, e assim vamos melhorando nossa conversa íntima. Aceite que errou, que ainda não possui tal qualidade ou comportamento. Só assim encontramos motivações para as mudanças necessárias, ao mesmo tempo em que saímos desse circuito mental negativo. Com hábitos e teorias destrutivas sobre si mesmo não dá prá ser feliz.

A autoimagem equilibrada necessita de mudanças internas, dessa avaliação mais saudável e atual – pode ser que o nosso retrato mental ainda esteja preso a fase infantil, a uma situação ou algo que alguém nos disse – sobre nós mesmos. Aprenda a se identificar consigo mesmo, não com as expectativas dos outros.

Lembre-se que quando mudo minha autoimagem, mudo toda a minha vida, pois coloco dignidade e respeito comigo mesmo e recebo em troca alegria, motivação, otimismo.

A autoimagem equilibrada potencializa a autoestima, autoconfiança e autonomia.

Pense nisso, enquanto escrevo os outros pontos para o próximo post.

Forte Abraço

Adilson Costa